quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Exigências pra quem quer conseguir um bom emprego

Quadrinhos: treinaweb.com.br
Recebo diariamente e-mails da Univali divulgando oportunidades de emprego. Estou trabalhando atualmente, mas gosto de observar as vagas oferecidas, e é lógico, dou uma olhadela no salário inicial (que poucas empresas divulgam). Geralmente não é lá grande coisa. Mas o que mais me impressiona é a quantidade de requisitos que o candidato à uma vaga precisa ter. Só não chegaram ao ponto de pedir que você faça um milagre.

Mas analisemos bem, pra ver se o cidadão não deve ser milagroso: se você precisa ter experiência para assumir uma função, logo deve ter trabalhado na área por um período considerável. O problema nessa questão é como, de que maneira, você vai adquirir experiência numa área onde só aceitam pessoas que tenham experiência. Por onde se começa? Sendo assim, fica subentendido que o primeiro requisito fundamental para uma pessoa ser empregada é nascer com experiência. Ok, a confusão foi grande, mas é obra das empresas. Imagine isso na cabeça de um jovem que quer trabalhar.

Quanto a formação, exige-se que você esteja cursando faculdade, se ainda não estiver formado. Óbvio, coisa do passado. Mas não é só isso. Desejável também inglês, de preferência entre o nível intermediário e o avançado. Neste caso, você deve encaixar na sua agenda um horário para o seu curso de inglês e para a faculdade, sem esquecer que você deve estar trabalhando para conseguir a experiência e o dinheiro para pagar a faculdade e o curso! Só pra isso, porque pro resto não sobra. Afinal, quem precisa fazer certas coisas supérfluas, como por exemplo se alimentar?

Pois bem, adquirida a experiência e a formação adequada, você não pode se esquecer de avaliar suas características pessoais. Afinal, nem sempre uma vaga se encaixa no seu perfil, oras bolas. É preciso ter um certo feeling pra adivinhar qual é o seu perfil na visão da empresa, e se ele está de acordo com as exigências dela, porque isso não vem escrito no seu manual de instruções. Recomendo que você seja organizado, participativo, empreendedor, simpático, dinâmico, ágil, responsável, com iniciativa, boa dicção, que tenha capacidade para trabalhar em equipe, e quem sabe, tenha carro próprio (entra nas características). Dependendo do cargo pretendido o seu sexo também conta a desfavor.

Pra terminar, vem a dinâmica de grupo. Aaaaahh... Que ótimo! Quem foi que inventou a tal dinâmica de grupo? Não existe negócio mais detestável e constrangedor para um ser humano. Você vai desenhar, discursar, jogar, dançar, pular, inventar alguma coisa mirabolante para alguém dissecar toda a sua apresentação e dizer que você foi péssimo no que fez. No final das contas, te revelam que aquilo tudo não passou de um teste e que as críticas foram encenadas, importando mesmo se você tem o bendito perfil desejado pela empresa.

Quer um conselho? Estude muito e faça um concurso público. O problema (nada fica imune a problemas, incrível) é que o governo resolveu cortar gastos, e nesse corte estão incluídos os concursos. Talvez você precise esperar um pouquinho. Enquanto isso, vá treinando pra sua dinâmica de grupo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Você sabe qual é a maior palavra da Língua Portuguesa?

Não, não é inconstitucionalissimamente, como muitos supõem. A maior palavra da Língua Portuguesa, aprendi graças a minha melhor amiga Flavia e ao dicionário Houaiss (considerado atualmente mais completo que o famoso Aurélio): pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Mas não é nenhum monstro que parece um pneu visto de um microscópio de silicone soltando lava de vulcão. Quase isso. É o cidadão que sofre de uma doença causada pelo contato com cinzas vulcânicas. A doença, em si, tem duas letras a menos, lá vai: pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose. Eita! A Wikipédia separou parte por parte a miudeza pra se chegar a uma definição melhor:

Palavra              Significado
Pneumo               pulmão
Ultra                    além
Microscópico      muito pequeno
Sílico                   derivado de silício, elemento químico presente no magma vulcânico
Vulcano               vindo de um vulcão
coniose                doença causada pela inalação de partículas de poeira em suspensão no ar

Claro que a Flavia soube decorar muito antes de mim. Mas eu soube aproveitar muito bem esse novo aprendizado. Certa vez, na aula de comunicação, já na faculdade, surgiu essa pergunta sobre a maior palavra da nossa língua. Respondi certo, pra desgosto da professora, que não quis ficar por menos, e deu a definição da palavra. Só que ela deu a definição errada; ao invés de explicar que a palavra se referia ao doente, ela falou que era a doeça em si. Bom, sendo uma palavra de 46 letras, naturalmente ao chegar no final dela, você já esqueceu o começo, daí embaralha tudo. Dona Isaura, minha teatcher querida, tá perdoada!

O melhor de tudo foi que a sala não precisou fazer o dever de casa, que era justamente pesquisar sobre a tal palavra. Matamos o monstro ali mesmo, antes que ele nos engolisse. Mas sugiro que você tome cuidado, quando for passear próximo de um vulcão em erupção, pois ouvi falar que essa doença é perigosa! Imagina o coitado do doente, sofrendo alguma crise, tendo que falar pro médico do que ele sofre... Até terminar a palavra, já bateu as botas. Isso se ele não bater as botas por passear perto de um vulcão em erupção. Sai daí, pô!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em país miserável da África, prioridade é proibir o pum

Isso mesmo, você não leu errado. No Malawi, um dos países mais pobres do mundo, um Ministro de Estado está empenhado em fazer ser aprovada pelo parlamento uma lei que proíbe os cidadãos de liberarem gases em locais públicos. Segundo o Ministro da Justiça e Relações Institucionais, George Chaponda, "o governo tem a obrigação de garantir a decência pública e introduzir a ordem no país".


Chaponda também se revela saudoso em relação a ditadura militar que um dia esteve a frente do governo, dizendo que a democracia reinante estava deixando as pessoas mal-educadas, e tornou-se preciso disciplinar os Malawianos. "Este hábito não existia nos tempos da ditadura porque os cidadãos temiam as consequências, mas desde que o país abraçou a democracia multipartidária há 16 anos, as pessoas começaram a sentir que podem libertar gases em qualquer lado", referiu o ministro da Justiça, que propôs a criminalização.


O mais difícil disso tudo vai ser descobrir quem são os verdadeiros criminosos. Usar-se-á a tática da mão amarela? Vai ter investigação policial, operação caça-peidões? Eu hein... Pra se chegar a esse ponto, o pessoal do Malawi deve estar com uns hábitos um tanto quanto deselegantes. E os serviços públicos devem estar atendendo plenamente e com qualidade a população pro senhor estar gastando seu precioso tempo com isso, não é mesmo ministro?


Fonte de informações: Jornal de Notícias http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1776004

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A música que fez o Radiohead pedir pra ver "Bruna Surfistinha"

Pra quem não entendeu o título, explico: vai ser lançado nos cinemas, dia 25, um filme contando a história da Bruna Surfistinha, aqueeeela ex-garota de programa que escreveu um livro e ficou famosa. Uma das músicas escolhidas para a trilha sonora do filme é Fake Plastic Trees (falsas árvores de plástico), do Radiohead. Mas os caras da banda só liberaram a música com uma condição: queriam que ver o filme antes.

Eu particularmente adoro essa música, e ela tem uma letra muito interessante. Uma crítica ao consumo, a artificialidade das coisas, o que você quiser pensar! Taí embaixo o clipe legendado:

Um menino, um atlas, e as capitais do mundo

Quando eu tinha uns 8/9 anos, meu pai assinava todos os dias o jornal Anotícia, e nessa época o jornal fez uma promoção que dava em toda edição, ou toda semana, não me lembro, partes de um atlas geográfico (aquele livro com mapas e outras informações sobre os países) para que os leitores completassem. Igualzinho esse aí do lado, numa espécie de parceria com a Folha de São Paulo. Reunidas as partes do livro, fizemos a encadernação.

Lembro que simplesmente achei fascinante aqueles mapas, os países que eu ouvia falar ainda criança, mas não conhecia detalhes como a localização, principais cidades, as características geográficas, enfim, todo o conteúdo de um bom atlas geográfico mundial.

Mas o que mais me chamou a atenção, aconteceu quando fui questionado pelo meu pai, que quis saber de mim, com o livro em mãos, qual era a capital dos Estados Unidos. Respondi a primeira cidade americana que veio na minha cabeça de criança. É lógico, oras bolas, só pode ser Nova York. Errado garoto! A capital dos Estados Unidos é Washington.

Fiquei pasmo... Como é que eu não sabia disso? Me intriguei, e de repente eu estava lendo as informações de todos os países. Sem nem perceber, em pouco tempo tinha decorado o nome de todas as capitais do mundo. Me divertia respondendo às perguntas dos meus familiares, que tentavam de todas as maneiras me pegar numa pergunta difícil.

Minha imaginação de criança ia longe, e nela eu estava participando de um programa de perguntas e respostas, talvez o grande sucesso da época "Show do Milhão", onde eu respondia corretamente Sarajevo, quando me peguntassem a capital da Bósnia e Herzegovina, ou Ulan Bator, quando a questão era sobre a capital da Mongólia. 1 milhão de reais em barras de ouro, que valem mais do que dinheiro! hehe

Aprendi muito com meu atlas, e tenho ele lá guardadinho até hoje. Claro que as capitais não estão mais todas na ponta da língua, mas ainda me recordo o suficiente para responder sobre os países mais conhecidos. E sobre a Bósnia e Herzegovina e a Mongólia, obviamente.