Amanhã a Câmara dos Deputados vota o aumento do salário mínimo. De um lado, o governo implora desesperadamente para que se aprove o valor de R$ 545, e do outro, centrais sindicais e oposição se revezam, ora em R$ 560, ora R$ 580 e os tão falados R$ 600, prometidos em campanha pelo então candidato José Serra.
O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou-se hoje aos deputados, dizendo que um aumento maior que o proposto pelo governo (545) desestabilizaria as contas públicas, e acabaria gerando aumento da inflação. Como o aumento da inflação leva ao aumento dos preços, o salário mínimo maior acabaria não servindo pra nada. Do que adianta ganhar mais, se tudo fica mais caro?
Serra prometeu R$ 600, e fez a proposta com embasamento em medidas que a sustentariam, como por exemplo o corte de gastos na máquina pública. Mas Serra não se elegeu, e o governo praticamente manteve a mesma estrutura inchada. Houve corte no orçamento, mas devido a gastança realizada em 2010, ano de eleições. Lula abusou geral da grana, e agora, Dilminha eleita, podemos conferir o resultado.
Será que um mínimo maior que R$ 545 forçaria o governo a reduzir sua estrutura, como quero crer, imagina a oposição? Acredito que não, e quem pagaria a conta seríamos nós. De qualquer forma, com uma base aliada gigantesca, não deverá ser difícil para o governo aprovar o mínimo desejado.
Irônico e revoltante é saber que, enquanto fala-se em conter gastos, nossos congressistas aprovem pra si mesmos um aumento absurdo de salário...
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Dilma começa bem no discurso
A Presidenta (com A no final, como exige dona Marta Suplicy) Dilma Rousseff fez hoje seu primeiro pronunciamento em rede nacional. E falou de um tema muito importante, educação, inclusive anunciando a criação de um programa nos moldes do Prouni para o ensino técnico.
Essa proposta ainda está bastante fresca na minha memória, inclusive a fonte dela. Veio da campanha de José Serra ano passado, que já tinha até definido um nome para o programa: Protec. Talvez seja por isso que o governo tenha optado por uma opção diferente e mais extensa: Pronatec (Programa Nacional de Acesso a Escola Técnica). Ok, ponto pra Dilma, soube aproveitar uma boa ideia.
No discurso, Dilma também prometeu ficar de olho no Enem e no Sisu, que ultimamente têm sido um festival de trapalhadas. Trapalhadas estas que, sei lá por qual motivo, não tiraram do Ministério da Educação o Fernando Haddad. Esse tem o santo forte... Bem, se existe a intenção de corrigir erros, já temos um começo.
Além dessas e outras coisas, as "queridas brasileiras e os queridos brasileiros", de acordo com as palavras de La Rousseff, puderam ver o novo logotipo do Governo Federal e o novo slogan: "País rico é país sem pobreza". Graças a Deus, dessa vez optou-se pelas cores da nossa bandeira, excluindo o vermelho.
Eu e o Brasil inteiro esperamos que as boas intenções contidas no discurso representem a prática do governo pelos próximos quatro anos. Não fui eleitor da PresidentA, mas torço sinceramente pelo seu sucesso.
Essa proposta ainda está bastante fresca na minha memória, inclusive a fonte dela. Veio da campanha de José Serra ano passado, que já tinha até definido um nome para o programa: Protec. Talvez seja por isso que o governo tenha optado por uma opção diferente e mais extensa: Pronatec (Programa Nacional de Acesso a Escola Técnica). Ok, ponto pra Dilma, soube aproveitar uma boa ideia.
No discurso, Dilma também prometeu ficar de olho no Enem e no Sisu, que ultimamente têm sido um festival de trapalhadas. Trapalhadas estas que, sei lá por qual motivo, não tiraram do Ministério da Educação o Fernando Haddad. Esse tem o santo forte... Bem, se existe a intenção de corrigir erros, já temos um começo.
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| Divulgação - Secom/PR |
Além dessas e outras coisas, as "queridas brasileiras e os queridos brasileiros", de acordo com as palavras de La Rousseff, puderam ver o novo logotipo do Governo Federal e o novo slogan: "País rico é país sem pobreza". Graças a Deus, dessa vez optou-se pelas cores da nossa bandeira, excluindo o vermelho.
Eu e o Brasil inteiro esperamos que as boas intenções contidas no discurso representem a prática do governo pelos próximos quatro anos. Não fui eleitor da PresidentA, mas torço sinceramente pelo seu sucesso.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Todos os dedos, todos os dedos...
Parece que a constatação do Josias de Souza, que diz que o PSDB é um partido de amigos, 100% feito de inimigos, tem algum sentido. O fato bizarro que comprova isso é o que aprontou o ex-governador da minha Santa & Bela Catarina, Leonel Pavan. Veja o que diz a Folha Online:
Ex-governador de SC bate em mesa e quebra dois dedos
Ex-governador de SC bate em mesa e quebra dois dedos
Fábio Freitas
Um bate-boca na reunião da executiva do PSDB em Santa Catarina, na última terça (8), em Florianópolis, terminou com dois dedos quebrados do presidente do diretório estadual, Leonel Pavan, ex-governador do Estado.
O tucano discutia com o deputado estadual Marcos Vieira sobre critérios de formação de chapas para concorrer ao diretório estadual.
Irritado, Pavan bateu a mão direita na quina de uma mesa de madeira e fraturou os dedos mindinho e anelar.
O presidente do PSDB chegou a ser socorrido pelo deputado estadual Serafim Venzon, que é médico e suspeitava de ruptura de um ligamento.
A reunião continuou e durou mais cerca de 20 minutos, de acordo com o partido.
"A mesa bateu na minha mão", afirmou Pavan, que disse ter sofrido a "fratura do boxeador", mas que a discussão agora faz parte de "águas passadas".
Ele deixou o governo do Estado em janeiro.
O deputado Marcos Vieira preferiu não comentar o assunto.
Será que as águas passaram mesmo, ou o ocorrido tem a ver com águas que ainda não passaram direito das eleições 2010, e deixaram uma baita umidade que ainda não secou no PSDB catarinense?
Um bate-boca na reunião da executiva do PSDB em Santa Catarina, na última terça (8), em Florianópolis, terminou com dois dedos quebrados do presidente do diretório estadual, Leonel Pavan, ex-governador do Estado.
O tucano discutia com o deputado estadual Marcos Vieira sobre critérios de formação de chapas para concorrer ao diretório estadual.
Irritado, Pavan bateu a mão direita na quina de uma mesa de madeira e fraturou os dedos mindinho e anelar.
O presidente do PSDB chegou a ser socorrido pelo deputado estadual Serafim Venzon, que é médico e suspeitava de ruptura de um ligamento.
A reunião continuou e durou mais cerca de 20 minutos, de acordo com o partido.
"A mesa bateu na minha mão", afirmou Pavan, que disse ter sofrido a "fratura do boxeador", mas que a discussão agora faz parte de "águas passadas".
Ele deixou o governo do Estado em janeiro.
O deputado Marcos Vieira preferiu não comentar o assunto.
Será que as águas passaram mesmo, ou o ocorrido tem a ver com águas que ainda não passaram direito das eleições 2010, e deixaram uma baita umidade que ainda não secou no PSDB catarinense?
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Romário faltando no segundo dia de trabalho. Já era de se esperar
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| Foto: Marcos Ferreira/Jornal Extra |
Não fiquei chocado com a cena, porque já esperava esse comportamento do jogador. Romário, como muitos famosos que se meteram na política, simplesmente se jogou nessa pensando nos benefícios que teria com a vida de deputado. O grande risco que corria era o de perder a eleição e por consequência, ganhar algumas dívidas decorrentes da campanha, sem falar num desgaste de sua imagem pública.
Mas o grande risco não se tornou fato para alegria de Romário, e 150 mil ingênuos eleitores votaram nele. Uma definição leve para essas pessoas que, acredito, confiaram no jogador justamente pelo seu sucesso conquistado com a bola no pé, dentro de campo. Esqueceram-se de separar as coisas. Um bom jogador não será necessariamente um bom político.
Alega-se também o "voto de protesto" contra a classe política, aquele mesmo que deu a Tiririca 1 milhão e 300 mil votos. Esse sim é o papel mais idiota que se pode fazer enquanto eleitor. Qual vai ser o resultado do protesto? Tririca e Romário estão como querem, ganhando um salário de quase 27 mil reais por mês, mais benefícios, pra pouco trabalho. E os corruptos continuam por lá, também eleitos pelo povo, ou desfrutando de um carguinho no governo Petê. Grande protesto!
O que fazer agora? Esperar que a ficha de Romário finalmente caia, e ele perceba aonde está e o que deve fazer, a quem deve servir. Sua eleição para representar o Rio na Câmara não foi um prêmio pelo seu sucesso como jogador, pelos seus, cá entre nós, forçados 1000 gols. Política é coisa séria, Romário!
domingo, 30 de janeiro de 2011
Egito, a História acontecendo
Estamos acompanhando nos últimos dias as manifestações pedindo a democracia no Egito, que acontecem com violência e mortes dentro do país, e são encorajadas ao redor do mundo pelas comunidades árabes e de defesa dos direitos humanos.
O país é comandado a 30 anos por uma ditadura que tem a frente o tal Hosni Mubarak, (esse cara da foto, por sinal desprovido de beleza física) de quem muito está se ouvindo falar ultimamente. Aliado dos Estados Unidos, Mubarak, digamos, não está passando por uma boa fase pessoal. Até a grande potência do mundo está pressionando ele, para que promova uma transição democrática no país.
O que se percebe nos protestos e nos detalhes contados pelos repórteres que fazem a cobertura dos acontecimentos, é que existe uma espécie de confraternização dos ativistas com o exército, colocado às ruas para fazer valer o toque de recolher imposto pelo governo. Seria um descontentamento generalizado com a ditadura?
Analisando o seguinte: se Mubarak tem o poder sobre as Forças Armadas, consideradas muito poderosas, mas que não estão reagindo com repressão violenta (o que não seria uma boa ideia), precisou nomear um Vice-Presidente, cargo que até poucos dias nem existia, demitiu TODOS os seus ministros, é porque o cara está num mato sem cachorro. Agora, tenta achar desesperadamente uma saída que agrade o povo e o mantenha no comando.
Acredito que o que está acontencendo no Egito, não importa o desfecho, terá importância histórica, assim como disse o repórter da Globo, Ari Peixoto. O presidente-ditador Mubarak, se continuar a frente do governo, vai ter que tomar decisões com mais cuidado para que novas e decisivas revoltas não atropelem de vez a sua ganância de poder. Essa é a perspectiva pessimista de desfecho. Na otimista, a qual estou na torcida para que aconteça, o Egito enfim se tornará um país democrático, entrando completamente no Século 21.
O país é comandado a 30 anos por uma ditadura que tem a frente o tal Hosni Mubarak, (esse cara da foto, por sinal desprovido de beleza física) de quem muito está se ouvindo falar ultimamente. Aliado dos Estados Unidos, Mubarak, digamos, não está passando por uma boa fase pessoal. Até a grande potência do mundo está pressionando ele, para que promova uma transição democrática no país.
O que se percebe nos protestos e nos detalhes contados pelos repórteres que fazem a cobertura dos acontecimentos, é que existe uma espécie de confraternização dos ativistas com o exército, colocado às ruas para fazer valer o toque de recolher imposto pelo governo. Seria um descontentamento generalizado com a ditadura?
Analisando o seguinte: se Mubarak tem o poder sobre as Forças Armadas, consideradas muito poderosas, mas que não estão reagindo com repressão violenta (o que não seria uma boa ideia), precisou nomear um Vice-Presidente, cargo que até poucos dias nem existia, demitiu TODOS os seus ministros, é porque o cara está num mato sem cachorro. Agora, tenta achar desesperadamente uma saída que agrade o povo e o mantenha no comando.
Acredito que o que está acontencendo no Egito, não importa o desfecho, terá importância histórica, assim como disse o repórter da Globo, Ari Peixoto. O presidente-ditador Mubarak, se continuar a frente do governo, vai ter que tomar decisões com mais cuidado para que novas e decisivas revoltas não atropelem de vez a sua ganância de poder. Essa é a perspectiva pessimista de desfecho. Na otimista, a qual estou na torcida para que aconteça, o Egito enfim se tornará um país democrático, entrando completamente no Século 21.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Existe partido comunista nos EUA?
Sim, existe. Na nação símbolo do capitalismo, odiada por todo e qualquer marxista do Universo, adversária da União Soviética durante a Guerra Fria, existe um partido comunista. É o CPUSA (Communist Party of USA), que, de acordo com informações da Wikipédia, foi muito influente no país durante a primeira metade do século XX, tendo desempenhado importante papel no movimento trabalhista estadunidense.
Claro que sofreu pressão por parte do governo americano, e foi perseguido durante o Macartismo (época em que houve uma espécie de "caça às bruxas" tendo como alvo os comunistas).
Mas o sentimento anti-comunismo é expressado na própria "Carta dos direitos dos Estados Unidos", dez primeiras emendas à constituição americana, onde proíbe-se o Governo Federal de privar qualquer pessoa da vida, liberdade ou propriedade, sem o devido processo legal.
Hoje, os camaradas da terra do Tio Sam vivem no ostracismo, sem eleger sequer um vereador (quem disse foi a Wikipedia). Porém, a crise econômica fez com que houvesse uma nova onda de crescimento do partido, que inclusive apoiou a eleição de Barack Obama. Dúvida: será que lá ganha-se cargos no governo em troca de apoio, igual aqui no Brasil?
Pra quem quer se filiar, ou melhor, quem quer ver o site deles, por sinal bem moderninho, segue o link:
http://www.cpusa.org/
Claro que sofreu pressão por parte do governo americano, e foi perseguido durante o Macartismo (época em que houve uma espécie de "caça às bruxas" tendo como alvo os comunistas).
Mas o sentimento anti-comunismo é expressado na própria "Carta dos direitos dos Estados Unidos", dez primeiras emendas à constituição americana, onde proíbe-se o Governo Federal de privar qualquer pessoa da vida, liberdade ou propriedade, sem o devido processo legal.
Hoje, os camaradas da terra do Tio Sam vivem no ostracismo, sem eleger sequer um vereador (quem disse foi a Wikipedia). Porém, a crise econômica fez com que houvesse uma nova onda de crescimento do partido, que inclusive apoiou a eleição de Barack Obama. Dúvida: será que lá ganha-se cargos no governo em troca de apoio, igual aqui no Brasil?
Pra quem quer se filiar, ou melhor, quem quer ver o site deles, por sinal bem moderninho, segue o link:
http://www.cpusa.org/
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Jânio Quadros e a conta do leiteiro
Jânio Quadros foi uma figura controversa, político hábil nas palavras, muito admirado por uns e considerado um louco por outros. Quem lê um pouco sobre o cara acha ele malucão, inclusive eu.
O paulista foi Presidente do Brasil por poucos meses, tendo renunciado ao mandato, alegando que "forças terríveis" o obrigavam a largar a faixa. Acredita-se que ele queria mesmo era voltar pra Brasília "nos braços do povo", e a renúncia não era nada mais nada menos que um grande golpe de marketing. Mas o tiro saiu pela culatra, e Jânio virou ex antes do tempo e por conta própria.
Falando em marketing, foi dele a primeira propaganda eleitoral da TV brasileira, bastante simples, mas muito engraçada. A trilha sonora e a cara amarrada do candidato são de assustar as criancinhas! Coisas de antigamente...
É... o jeito é votar no Jânio!
O paulista foi Presidente do Brasil por poucos meses, tendo renunciado ao mandato, alegando que "forças terríveis" o obrigavam a largar a faixa. Acredita-se que ele queria mesmo era voltar pra Brasília "nos braços do povo", e a renúncia não era nada mais nada menos que um grande golpe de marketing. Mas o tiro saiu pela culatra, e Jânio virou ex antes do tempo e por conta própria.
Falando em marketing, foi dele a primeira propaganda eleitoral da TV brasileira, bastante simples, mas muito engraçada. A trilha sonora e a cara amarrada do candidato são de assustar as criancinhas! Coisas de antigamente...
É... o jeito é votar no Jânio!
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