quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Todos os dedos, todos os dedos...

Parece que a constatação do Josias de Souza, que diz que o PSDB é um partido de amigos, 100% feito de inimigos, tem algum sentido. O fato bizarro que comprova isso é o que aprontou o ex-governador da minha Santa & Bela Catarina, Leonel Pavan. Veja o que diz a Folha Online:

Ex-governador de SC bate em mesa e quebra dois dedos


Fábio Freitas

Um bate-boca na reunião da executiva do PSDB em Santa Catarina, na última terça (8), em Florianópolis, terminou com dois dedos quebrados do presidente do diretório estadual, Leonel Pavan, ex-governador do Estado.
O tucano discutia com o deputado estadual Marcos Vieira sobre critérios de formação de chapas para concorrer ao diretório estadual.
Irritado, Pavan bateu a mão direita na quina de uma mesa de madeira e fraturou os dedos mindinho e anelar.
O presidente do PSDB chegou a ser socorrido pelo deputado estadual Serafim Venzon, que é médico e suspeitava de ruptura de um ligamento.
A reunião continuou e durou mais cerca de 20 minutos, de acordo com o partido.
"A mesa bateu na minha mão", afirmou Pavan, que disse ter sofrido a "fratura do boxeador", mas que a discussão agora faz parte de "águas passadas".
Ele deixou o governo do Estado em janeiro.
O deputado Marcos Vieira preferiu não comentar o assunto.

Será que as águas passaram mesmo, ou o ocorrido tem a ver com águas que ainda não passaram direito das eleições 2010, e deixaram uma baita umidade que ainda não secou no PSDB catarinense?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Freddie prateado e o Freddie original

Que o Freddie Mercury Prateado é sucesso, isso ninguém duvida. O intérprete do personagem, Eduardo Sterblitch, é um legítimo representante desse humor improvisado e sem-vergonha trazido pelo Pânico, e que sinceramente eu considero o melhor que existe atualmente. Mas me bateu uma dúvida: será que esse pessoal que acompanha o trabalho do Eduardo conhece o verdadeiro Freddie Mercury?

Muitos com certeza já cantarolaram We Are The Champions, sentindo aquele gostinho saboroso de vitória; I Want To Break Free, sem perceber a sua 'leve' tendência mamãe-eu-quero-soltar-a-franga; We Will Rock You, com vontade de sacudir com tudo; Love Of My Life, pensando na pessoa amada, entre outras. Grandes sucessos da Banda Queen, que tinha como vocalista ninguém mais, ninguém menos, do que o famoso Freddie Mercury.

Seu nome de nascimento é Farokh Bulsara. Inicialmente morou em Zanzibar, na África, pra depois se mudar com os pais para a Inglaterra. Freddie é considerado, por críticos e votações populares (Wikipédia) uma das maiores estrelas da música, pela sua potência vocal e pelo seu talento inconfundível de quem cantava e interpretava como ninguém. Fazendo parceria com Brian May, Roger Taylor e John Deacon, construiu uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Numa das fases de sua carreira, adotou o bigodinho clássico que serviu de inspiração pro nosso querido Prateado.

Freddie morreu vítima da aids, em novembro de 1991, quando eu tinha apenas 4 meses de vida. Hoje sou fã dele e do Queen, prova de que seu sucesso continua, atravessando gerações. Abaixo, algumas músicas de enorme sucesso do grupo, pra quem quiser relembrar:

Versão ao vivo de We Are The Champions (Nós somos os campeões):


As performances hilárias de I Want To Break Free (Eu quero me libertar):


Oh Mamma Mia! A mistura de ópera com rock e doidera geral de Bohemian Rhapsody (não sei a tradução):



The show must go on!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Romário faltando no segundo dia de trabalho. Já era de se esperar

Foto: Marcos Ferreira/Jornal Extra
Ontem, jornais e sites de todo o país divulgaram uma foto onde o ex-jogador de futebol, agora Deputado Federal Romário (PSB), jogava futevôlei numa praia no Rio, enquanto deveria estar em Brasília desempenhando a função pela qual foi eleito com quase 150 mil votos.

Não fiquei chocado com a cena, porque já esperava esse comportamento do jogador. Romário, como muitos famosos que se meteram na política, simplesmente se jogou nessa pensando nos benefícios que teria com a vida de deputado. O grande risco que corria era o de perder a eleição e por consequência, ganhar algumas dívidas decorrentes da campanha, sem falar num desgaste de sua imagem pública.

Mas o grande risco não se tornou fato para alegria de Romário, e 150 mil ingênuos eleitores votaram nele. Uma definição leve para essas pessoas que, acredito, confiaram no jogador justamente pelo seu sucesso conquistado com a bola no pé, dentro de campo. Esqueceram-se de separar as coisas. Um bom jogador não será necessariamente um bom político.

Alega-se também o "voto de protesto" contra a classe política, aquele mesmo que deu a Tiririca 1 milhão e 300 mil votos. Esse sim é o papel mais idiota que se pode fazer enquanto eleitor. Qual vai ser o resultado do protesto? Tririca e Romário estão como querem, ganhando um salário de quase 27 mil reais por mês, mais benefícios, pra pouco trabalho. E os corruptos continuam por lá, também eleitos pelo povo, ou desfrutando de um carguinho no governo Petê. Grande protesto!

O que fazer agora? Esperar que a ficha de Romário finalmente caia, e ele perceba aonde está e o que deve fazer, a quem deve servir. Sua eleição para representar o Rio na Câmara não foi um prêmio pelo seu sucesso como jogador, pelos seus, cá entre nós, forçados 1000 gols. Política é coisa séria, Romário!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Aberturas de novelas: uma história a parte

Adoro aberturas de novelas. Toda vez que estréia uma nova, vejo no Youtube ou mesmo dou um jeito de ver pela TV o que o Hans Donner (designer da Globo) criou dessa vez. Mas não só da Globo, vejo as aberturas de todos os canais. Dificilmente acompanho uma novela, de ficar todos os dias assistindo, até porque nem tenho um "espaço na agenda". Mas acho que uma abertura criativa ajuda muito no sucesso de uma novela.

Ultimamente, o Hans parece que perdeu um pouquinho da criatividade de antigamente, é só olhar pra abertura de Insensato Coração. Uma boa música, mas o resto, aquela escultura que no começo parece com duas bolas de boliche, ficou excessivamente simples. Salvam-se o remake de Ti Ti Ti e as imagens combinadas de Araguaia.

Outra coisa que avalio numa abertura: os créditos! Sim, eu leio os nomes que estão ali, e acredito que muito gente faz isso. É praticamente impossível saber o elenco de uma novela da Record pela abertura dela, a não ser que se paralise a imagem várias vezes pra conseguir ler tudo.

Fiz uma seleção com aberturas interessantes, algumas (a maioria delas) de anos em que eu nem era nascido, mas que pude ver graças ao Youtube.

Em Selva de Pedra (1986), os prédios "brotam" do deserto e no final formam o rosto de Tony Ramos:


Roque Santeiro (1985)- a abertura faz uma brincadeira com o progresso acelerado de Asa Branca, a cidade fictícia onde se passa a história.

Mulheres de Areia (1993), bela combinação de música e imagens:

Outra boa combinação de música e imagens, Laços de Família (2000):

Em A Próxima Vítima (1995), um atirador mira os principais personagens pela cidade de São Paulo:


Tem também as divertidas. A Gata Comeu (1985), impossível fugir dessa gatinha:

Todo o processo de produção e distribuição de bebês por cegonhas em Bebê a Bordo (1988):


Ti Ti Ti (1985). A abertura da novela original, numa versão mais pobre em tecnologia, mas riquíssima em criatividade. A música é muito melhor que a atual:

Em Rainha da Sucata (1990), uma dançarina feita de ferro velho é a grande estrela da festa:

Que Rei Sou Eu? (1989) mostra batalhas de todas as épocas:

Vamp (1991). Muito antes de Crepúsculo existir, tínhamos os nossos vampiros, e uma dança a la Thriller, do Michael Jackson:


Em Brega e Chique (1987), um peladão no final da abertura que causou polêmica:


Tem as "revolucionárias" para a época em que foram exibidas, como Locomotivas (1977), primeira abertura em cores onde o público leva uma "porrada" da modelo:

Champagne (1984), deve ter dado muito trabalho para Hans Donner, com efeitos super avançados:

Em Deus nos Acuda (1992), todos mundo se afunda na lama e o Brasil vai pelo ralo:

Tem a clássica abertura de O Salvador da Pátria (1989), onde Sassá Mutema (Lima Duarte) caminha em direção ao poder:

Com uma abertura e uma novela muito parecidas com a anterior, a Record fez Cidadão Brasileiro (2006)

Já que a ideia são as caminhadas, o passeio do Reitor pela vila em As Pupilas do Senhor Reitor (1995), do SBT:

Enfim, são inúúúúmeras aberturas legais, e outras trocentas sem graça. Não dá pra fazer um post com todas elas. O Youtube está aí pra quem quer ver!
Lembrando que em cada vídeo tem o nome do responsável pela captura das imagens e postagem na internet. A eles todos os créditos e meu agradecimento.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Advogado do Diabo que Veste Prada

*O vídeo a seguir contém a trilha sonora oficial deste post
O filme já não é tão novo assim, mas eu também nem tinha um blog na época do lançamento, pra fazer uma crítica de cinema como se costuma ler. O fato é que assisti O Diabo Veste Prada inteiro pela primeira vez uns dias atrás, e achei o máximo. Primeiro, porque adoro vilões, e fiquei sabendo que a personagem da atriz Meryl Streep, a tal diaba do título, era uma ótima vilã. Pude confirmar. Segundo, porque o filme é marcante, daqueles que fazem você refletir sobre a mensagem ou as mensagens que ele passa.

A maioria absoluta das pessoas que assistiram o filme deve ter odiado a Miranda Priestly, personagem da Meryl Streep, torcendo pra que no final do filme ela fosse torturada até a morte por seu comportamento arrogante, egoísta, esnobe, autoritário, exigente, e tudo o que for detestável. De fato ela era mais ou menos assim. Porém, li um artigo não me lembro aonde que defende veementemente Miranda, dizendo que ela fazia isso apenas por questões de eficiência no trabalho, buscando trazer resultados para a sua revista. Faz sentido.

Eu não estava na maioria absoluta que torceu contra Miranda e no triunfo vingativo de Andrea (Anne Hathaway). Talvez pela adoração supracitada que mantenho pelos vilões, talvez porque tenho uma visão romântica de histórias, onde torço pra que no final todos se tornem grandes amigos e busquem juntos a felicidade. Mas é claro que se eu tivesse uma chefe daquelas, lógico que eu a odiaria mortalmente. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é mesmo? hehe


Enfim, mudando o foco da conversa, ser assistente pessoal de Miranda deve ter sido uma ótima escola de profissionalismo para Andrea. Toda aquela adrenalina para agradar a chefe formou uma profissional competente e comprometida em atingir resultados, de certa forma até feliz, por que não? Andrea estava curtindo andar vestida na moda e perceber que se superava a cada dia. O grande motivo que a fez desistir do emprego foi a manobra de Miranda para se garantir no cargo de editora, destruindo os planos de seu velho aliado. Aquele tchauzinho no final do filme mostrou isso. Se Miranda teve consciência da ajuda que deu, aí já não sei.

O que sei é que me surgiu uma ideia: Seria bom que nossos deputados e senadores tivessem como obrigação, antes de assumir, passar uma temporada com dona Miranda Priestly! Pense, meu querido, num congresso produtivo! Aí sim os projetos andariam com rapidez, e teria reforma pra tudo quando é gosto. Política, Tributária, da Previdência, e etc.

That's all!